Duas notícias para quem acha que espionagem é coisa de filme.
EUA mantêm silêncio sobre operações secretas no Irã, Folha Online
A Casa Branca se negou nesta segunda-feira a comentar uma informação de que os Estados Unidos teriam ampliado suas operações secretas no Irã.
“Não poderia me expressar nem num sentido nem no outro”, afirmou a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.
Questionada sobre as razões pelas quais não confirmava nem desmentia a informação publicada pela revista “New Yorker”, Perino declarou que a revista se referia a operações clandestinas e que a Casa Branca não se pronunciaria sobre o assunto.
Em sua última edição, a “New Yorker” escreveu que o Congresso aprovou, no final de 2007, um pedido do presidente George W. Bush por uma ampliação das operações secretas no Irã.
As operações, para as quais Bush teria pedido US$ 400 milhões (cerca de R$ 803 milhões), serviriam para dar apoio, por exemplo, às minorias árabe e baluchi em regiões onde o poder central está exposto à violência, assim como a organizações contrárias ao regime do presidente Mahmud Ahmadinejad, informou a “New Yorker”, citando fontes que trabalharam ou trabalham para o Exército, a Inteligência ou o Congresso (….)
Irã condena à morte homem acusado de espionar para Israel, Folha Online
Um tribunal do Irã condenou à morte um iraniano acusado de espionar para Israel, informou a mídia estatal nesta segunda-feira. A decisão foi tomada em um momento de grande tensão entre os dois países e quando ainda circulam especulações sobre um possível ataque israelense contra as instalações nucleares iranianas.
A mídia iraniana identificou Ali Ashtari como o gerente de uma empresa que vendia equipamentos de comunicação e segurança para o governo iraniano. Ele era acusado de espionar para o serviço de inteligência israelense, o Mossad, em troca de dinheiro, segundo a rede de TV CNN, que cita agências de notícias. Ele teria confessado e pedido clemência.
“Peço desculpas ao povo iraniano e à qualquer organização prejudicada pelos meus atos e peço clemência islâmica”, informou a agência de notícias Fars, citando Ashtari. O nome dele indica que é um muçulmano xiita, mas a mídia iraniana não especificou sua religião. Em Jerusalém, o governo israelense disse: “Não temos conhecimento de nada relativo a este caso”.
O Irã, que não reconhece Israel, havia relatado o desmantelamento de redes de espiões e acusou os Estados Unidos e os “sionistas” de tentar desestabilizar o país (…)

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