Vejam como cada jornal trata a questão da responsabilidade individual:
Jovem abre fogo em escola da Finlândia e mata ao menos 9 (Estadão)
Estudante deixa mortos ao abrir fogo em escola na Finlândia (Folha)
No Estadão, o jovem abre fogo e mata; na Folha, ele “deixa mortos”, parece algo passivo, ele “deixa”.
No Estadão, é só um “jovem”. Para a Folha, um (respeitável?) “estudante”.
Estadão quer números: ao menos nove seres humanos morreram. A Folha fala em “mortos”.
2) Primeiro parágrafo de cada notícia:
(Estadão) ”HELSINQUE - Um estudante de cerca de 20 anos abriu fogo em uma escola técnica na pequena cidade de Kauhajoki, no oeste da Finlândia, nesta terça-feira, 23, matando pelo menos nove pessoas, segundo informações da polícia. Segundo uma fonte de um hospital, o autor dos disparos estava “gravemente ferido” após uma tentativa de suicídio. O número de vítimas ainda não havia sido confirmado oficialmente.”
O estudante abriu fogo, matando pelo menos nove pessoas. Vínculo claro e direto ação-conseqüência. A informação do número de mortos vem da polícia.
Folha: “Um estudante de cerca de 20 anos abriu fogo em uma escola da localidade de Kauhajoki, oeste da Finlândia, atingindo várias pessoas. De acordo com as agências de notícias, várias ficaram mortas. O número de vítimas, no entanto, ainda é incerto.”
O estudante abriu fogo, e apenas “atingiu pessoas”. Ponto final. Depois disso, de acordo com as agências de notícias, não a polícia, várias “ficaram mortas” (?!). Ficaram e permaneceram, né?
0 respostas Até agora ↓
Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.