Por Marcelo Ninio, na Folha:
O Brasil manteve a posição dos últimos dois anos no Conselho de Direitos Humanos da ONU e foi contra uma condenação mais dura ao regime sudanês, na discussão sobre Darfur, onde um conflito étnico já matou mais de 200 mil. A resolução aprovada ontem em Genebra baixa o tom das críticas originais e renova por seis meses a missão da enviada do conselho ao Sudão, a afegã Sima Samar.
Após dias de negociações, os europeus aceitaram suavizar o teor e obtiveram luz verde de árabes e africanos para prorrogar o mandato de Samar, que Cartum diz ser manipulada pelo Ocidente.
Distanciando-se dos principais países latino-americanos, o Brasil manteve uma posição de apoio passivo aos africanos e árabes. Como não houve votação, já que o acordo levou à aprovação por consenso, o Brasil não precisou declarar posição.
Uma das resoluções aprovadas foi uma proposta que o Brasil apresentou em 2007 para fixar metas de direitos humanos. O plano foi visto como uma iniciativa positiva, mas há ceticismo quanto ao cumprimento das metas.
Confira as resoluções e a notícia no próprio site do Conselho de Direitos Humanos.
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