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Entradas etiquetadas como ‘África’

Novos líderes no Japão e na África do Sul

Setembro 23, 2008 · Deixe um comentário

Cláudia Trevisan, no Estadão:

PEQUIM - O ex-ministro das Relações Exteriores do Japão Taro Aso, de 68 anos, foi eleito nesta segunda-feira, 22, presidente do Partido Liberal Democrático (PLD), com 66,6% dos votos dos delegados, em substituição ao ex-primeiro-ministro Yasuo Fukuda, que renunciou três semanas atrás.

EFE

Taro Aso, novo PM do Japão. Foto: EFE

Nesta terça, ele deve ser confirmado no cargo de primeiro-ministro pela Câmara Baixa do Parlamento, a Dieta (equivalente à Câmara dos Deputados), onde seu partido tem maioria. Aso venceu as eleições internas com facilidade e deixou para trás outros quatro candidatos – entre eles, a primeira mulher a concorrer ao cargo no país, a ex-ministra da Defesa Yuriko Koike.

É uma boa notícia para o Brasil e a comunidade de imigrantes brasileiros que vive no país asiático. Aso morou por um ano em São Paulo nos anos 60, como dirigente da empresa de cimento de seu avô paterno. É um ativo defensor do fortalecimento das relações entre os dois países, além de ser visto como um aliado dos 320 mil dekasseguis no Japão.

 (…)

 Como deputado, Aso dirige o Grupo Parlamentar Brasil-Japão e é presidente honorário do Comitê Executivo do Ano de Intercâmbio Japão-Brasil, celebrado em 2008 para marcar o centenário da imigração japonesa para o Brasil (…)

E no G1

CIDADE DO CABO, 23 Set 2008 (AFP) – O Parlamento da África do Sul aprovou nesta terça-feira a renúncia do presidente Thabo Mbeki, que será efetiva na quinta-feira.

AFP

Kgalema Motlanthe. Foto: AFP

Por 299 votos a favor, 10 contra e nenhuma abstenção, os deputados aprovaram uma moção que estipula que “a renúncia do presidente da República da África do Sul terá efeito a partir de 25 de setembro de 2008″.

A Assembléia Nacional sul-africana nomeará na quinta-feira o sucessor de Mbeki, que dirigirá o país até as eleições gerais do segundo trimestre de 2009.

A bancada parlamentar do Congresso Nacional Africano (ANC), partido que tem ampla maioria no Parlamento da África do Sul, designou na segunda-feira o vice-presidente do ANC, Kgalema Motlanthe, para suceder Mbeki, que foi obrigado a renunciar no fim de semana por pressão do próprio partido.:

Saiba mais sobre Kgalema Motlanthe, um conciliador na presidência da África do Sul (AFP).

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Conselho de Segurança condena ataque terrorista na Argélia

Agosto 21, 2008 · Deixe um comentário

1) Os fatos:

ARGEL (AFP) — A Argélia vem enfrentando há uma semana vários ataques sangrentos, com emboscadas e atentados suicidas, que deixaram mais de 70 mortos e várias dezenas de feridos no leste do país.

Na quarta-feira pela manhã, dois carros-bombas explodiram no centro de Buira, a 120 km a sudeste de Argel, deixando 11 mortos e 31 feridos, segundo um balanço da rádio argelina.

O primeiro carro atingiu um ônibus estacionado perto de um hotel e o segundo foi lançado contra a sede da zona militar desta cidade, que faz parte do “quadrilátero da morte” formado por Argel, Buira, Tizi Ouzou e Bumerdes, na região de Cabília.

Esta região montanhosa de floresta é o reduto de vários “emires” (chefes islâmicos), entre eles Abdelmalek Drukdel, conhecido como Abu Mussaab Abdeluadud, “chefe” da Al-Qaeda no Magreb islãmico (AQMI), braço da rede de Osama bin Laden, que reivindica os atentados suicidas cometidos desde 2007 na Argélia.

Este duplo atentado não foi assumido por nenhum grupo, e a rádio local não disse que foi um ataque suicida.

Um dia antes, um atentado suicida deixou 43 mortos e 45 feridos em frente à academia de polícia de Issers, a 60 km de Argel, segundo um balanço oficial. Este atentado foi o mais mortífero na Argélia desde 11 de dezembro de 2007, quando dois edifícios públicos, entre os quais a sede do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD), situados em bairros com segurança, foram alvos de dois ataques suicidas que deixaram 41 mortos e dezenas de feridos.

No domingo, grupos armados islâmicos armaram uma emboscada contra um comboio das forças de ordem de Skikda, a 350 km a leste de Argel, na qual oito policiais, três militares e um civil foi morto e 10 membros das forças de ordem ficaram feridos, segundo a imprensa.

As forças de ordem mataram quatro islamitas numa operação após esta emboscada, informaram os jornais. (Leia a notícia completa, da AFP)

2) A condenação do Conselho de Segurança, emitida terça-feira 19 (documento S/PRST/2008/31). Foi emitida no mesmo dia em que houve longa discussão sobre Geórgia, sem resolução.

3) Reação internacional: EUA condenam ataque na Argélia e reiteram apoio na luta contra terrorismo, G1.

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Zimbábue de novo no centro das atenções dos africanos

Agosto 16, 2008 · Deixe um comentário

Da Falha (sic) de São Paulo:

A 26ª cúpula de chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) começou neste sábado em Johanesburgo sob o lema de “Crescimento, Desenvolvimento e Criação de Riquezas” mas, como era previsto, predominaram as discussões sobre a crise no Zimbábue.

“A SADC é um importante catalisador para a integração regional, a harmonização de políticas e uma plataforma central que continuará respaldando o renascimento africano”, disse em discurso inaugural o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, que ocupa a Presidência rotativa da organização.

Após resumir os objetivos da cúpula, Mbeki destacou que o final das negociações entre o governo e a oposição do Zimbábue “não está longe”.

“Esta cúpula nos permitirá atender às partes zimbabuanas para finalizar suas negociações de modo que, juntas, possam trabalhar pela reconciliação nacional”, disse Mbeki.

Mugabe e Tsvangirai, 21 de julho

Mugabe e Tsvangirai, 21 de julho

A governamental União Nacional africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) e o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), retomaram nesta sexta-feira suas conversas e o organismo para Assuntos de Segurança da SADC anunciou ontem mesmo que um acordo para resolver a crise pode ser assinado durante a cúpula.

Mbeki foi designado pela SADC para mediar as negociações no Zimbábue, imerso em uma profunda crise após a reeleição do presidente Robert Mugabe em eleições rejeitadas pela comunidade internacional. (…)

Leia mais: Crise no Zimbábue é principal assunto em cúpula africana, Folha Online

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Ruanda versus França

Agosto 6, 2008 · Deixe um comentário

Do Estadão:

KIGALI, Ruanda - O governo da Ruanda acusou nesta terça-feira, 5, altos funcionários do governo francês pelo envolvimento no genocídio de 800 mil pessoas em 1994. Entre os citados estão o ex-presidente francês François Mitterrand e o ex-premiê da França, Dominique de Villepin.

O ministro das Relações Exteriores da França declarou que os oficiais do governo ainda estão analisando as acusações listadas no documento, e que por enquanto não fará comentários sobre a questão.

O governo de Ruanda e organizações de sobrevivente dos genocídio há tempos acusam a França de treinar milícias armadas e antigas tropas governamentais que lideraram o genocídio. Mas as últimas acusações apresentadas são as mais detalhadas já divulgadas e apontam nominalmente altos funcionários franceses.

Mitterrand e Villepin aparecem em uma lista de dezenas de outros nomes no final do documento, acusados de darem apoio de natureza “política, militar, diplomática e logística.”

Militantes hutu e tutsis se enfrentaram durante o massacre, que aconteceu entre abril e julho de 1994. Autoridades francesas negaram várias vezes que a França ajudou as forças hutu.

“Soldados franceses estão diretamente envolvidos nos assassinatos”, declarou o reporte de Ruanda, compilado por uma equipe de investigadores indicada pelo governo. “Os soldados franceses cometeram vários estupros, especialmente de mulheres tutsi”, acrescenta.

O ministro da justiça de Ruanda Tharcisse Karugarama afirmou que o país não tem planos imediatos para lançar acusações formais, mas o reporte “pode ser uma base para potenciais acusações individuais ou contra o Estado.” (…)

Leia mais: Ruanda acusa França de participação em genocídio de 1994, Estadão

Agora… “reporte?” É relatório, caro tradutor!

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Africanos não condenam Mugabe…?

Julho 1, 2008 · Deixe um comentário

Logo da União Africana (UA)

Tá no New York Times: “não há críticas públicas a Mugabe na cúpula da União Africana“, que acontece hoje e amanhã (30 de junho e 1º de julho).

Maaaaaas… segundo o britânico The Guardian, houve pressão da sub-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro; e o primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, disse que Mugabe deve ser derrubado e que uma força de paz deve ser enviada ao Zimbábue (aliás o NYT fala disto também). Já o ministro das relações exteriores do Senegal criticou a inação dos africanos.

O Guardian fala mais: diz que um dos críticos mais fortes de Mugabe é o presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, que foi levado a um hospital com suspeita de infarto antes da reunião da UA começar.

Então… as críticas noticiadas desmentem a manchete.

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AFP: Zimbábue: Mugabe diz que ’só Deus’ poderá tirá-lo do poder

Junho 20, 2008 · Deixe um comentário

BULAWAYO, Zimbábue (AFP) — O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, afirmou hoje que “só Deus” poderá tirá-lo do poder, durante discurso para empresários feito em Bulawayo, segunda cidade do país, a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais.

“Nunca permitirei ao MDC (Movimento pela Mudança Democrática, principal opositor) governar este país, nunca jamais”, disse.

“Somente Deus, que me elegeu, pode me tirar. Nem o MDC nem os britânicos podem fazê-lo”, assegurou o presidente Mugabe, de 84 anos de idade, dos quais os últimos 28 no poder.

(…)

O presidente, de 84 anos, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, iniciou há uma década uma caótica reforma agrária que até agora causou a expropriação de 4.000 fazendeiros brancos pelo Estado zimbabuano.

(…)

Devido a esse contexto, a União Européia (UE) advertiu na sexta-feira que está preparada para adotar novas sanções contra os responsáveis pela violência política no Zimbábue, em alusão ao governo de Mugabe.

Leia mais: Mugabe diz que ’só Deus’ poderá tirá-lo do poder, AFP

Leia também! UE ameaça Zimbábue com novas sanções por causa da violência, Folha Online

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