Do site da VEJA:
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou nesta quarta-feira que a Coréia do Norte retirou os lacres que vedavam as operações da usina de Yongbyon. Dessa forma, no prazo de uma semana, a planta poderá receber material nuclear para processamento do urânio para produzir plutônio – matéria-prima para a fabricação de bombas atômicas.

Kim Jong Il, no filme Team America (2004)
Além disso, os líderes norte-coreano (sic) indicaram aos inspetores da AIEA que eles não terão mais acesso a Yongbyon. Um acordo anterior previa que o reator totalmente desativado.
O anúncio foi feito por Olli Heinonen, funcionário da AIEA, diante de representantes de 35 países-membros do Conselho de Governadores do organismo internacional. Apesar das medidas, os inspetores da AIEA permanecerão no país asiático, já que as restrições impostas pelo regime comunista norte-coreano se limitam à usina de reprocessamento em Yongbyon.
A Coréia do Norte tinha abandonado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em janeiro de 2003, após expulsar os últimos dois inspetores da AIEA que supervisionavam suas instalações atômicas. Em seguida, o governo de Pyongyang impulsionou seu programa nuclear militar, que chegou a seu ponto crítico em 2006, quando realizou uma detonação nuclear subterrânea.
Mas dentro das negociações de seis lados, com Estados Unidos, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão, o regime comunista concordou em desmantelar seu programa nuclear em troca de garantias políticas e ajuda econômica.
Com a recusa de Washington de retirar a Coréia do Norte de sua lista de países que apóiam o terrorismo, Pyongyang anunciou recentemente sua decisão de relançar seu programa nuclear.
Vocês não lembram, moçada, mas eu sim: quando a Coréia do Norte detonou sua bomba, foi no dia da eleição do sul-coreano Ban-ki Moon para SG da ONU. Agora, eles abrem os lacres durante a semana dos discursos de abertura da Assembléia Geral…
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Etiquetado: China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão, Rússia
1) Manchetes do Estadão e do G1:
Chávez chega a Pequim, onde assina compra de aviões (Estadão)
Chávez inicia visita a China centrada na cooperação militar e energética (G1)
Agora observem esta inocente manchete:
Chávez chega a Pequim para fortalecer a cooperação com a China (Folha)
2) Será que é só uma questão de títulos? Vejamos agora o primeiro parágrafo de cada notícia.
Estadão: “O presidente venezuelano Hugo Chávez chegou nesta terça-feira, 23, à China, iniciando uma visita durante a qual manterá conversações com seu colega Hu Jintao e assinará um acordo para a compra de aviões de combate. Chávez vai se reunir com Jintao na tarde de quarta-feira, quando ambos também vão supervisionar a assinatura de uma série de acordos, segundo informou a agência estatal de notícias Xinhua, citando o Ministério de Relações Exteriores da China.”
G1/AFP: “O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, iniciou nesta terça-feira uma visita de Estado a China durante a qual deve assinar um acordo de compra de aviões militares e estreitar a cooperação entre os dois países, especialmente no campo de energia.”
Folha: “O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta terça-feira a Pequim em sua quinta viagem oficial à China, em uma visita destinada a fortalecer a cooperação com o gigante asiático, em particular no campo petrolífero.”
Na Folha, os aviões só são mencionados no 5º parágrafo, sendo que a notícia tem seis.
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Etiquetado: China, Venezuela
Do G1:
Nova ameaça à segurança das Olimpíadas de Pequim. Três agentes de segurança morreram e outro ficou ferido após serem esfaqueados em um mais um ataque terrorista na região de Xinjiang (a 4 mil km da capital chinesa), segundo a agência de notícias oficial da China “Xinhua”. O atentado aconteceu às 9h desta quarta-feira (hora local, 22h de terça-feira pelo horário de Brasília), em Yamanya, a 30km de Kashgar, cidade onde há uma semana 16 policiais foram mortos e outros 16 ficaram feridos em outra ação terrorista.
Leia mais: Novo ataque terrorista mata três agentes de segurança em Xinjiang, G1
Comento: 1) a trégua pedida por Ban Ki-moon não apenas não deu certo, como deu errado da forma mais gritante possível…
2) quando a manchete precisa ter a palavra “novo”, tipo “novo ataque terrorista”, é porque a situação tá feia mesmo…
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Etiquetado: China
Da Folha:
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira uma trégua do terrorismo durante os Jogos Olímpicos de 2008, que começam na próxima sexta em Pequim. Ele está no México, onde participa da 27ª Conferência Internacional sobre a AIDS.
“Em alguns dias o povo chinês e a comunidade internacional vão aproveitar os Jogos Olímpicos, que deveriam ser o lugar onde se promove entendimento mútuo e reconciliação. É muito importante fixar uma trégua durante os Jogos Olímpicos”, declarou Ban ki-Moon à emissora de TV Televisa (…)
Leia mais: Secretário-geral da ONU pede trégua do terrorismo durante os Jogos, Folha de São Paulo
Duas babaquices. Primeira, pedir trégua do terrorismo. Trégua se pede a quem você negocia, reconhece. Segunda, pedir trégua só durante os Jogos. Quando as Olimpíadas acabarem, pode? Fez feio, sr. Ki-moon! Cuidado que daqui a pouco suas gafes ficam iguais às do Celso Amorim…
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