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Exército paquistanês ataca helicópteros da Otan (Folha)

Na Folha Online:

Dois helicópteros da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte) foram atacados nesta quinta-feira por tropas do Paquistão, confirmaram hoje autoridades paquistanesas e americanas. Segundo a Otan, não houve vítimas ou danos.

A denúncia do ataque partiu da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) que opera em nome da Otan no Afeganistão. Em comunicado, informou hoje que “helicópteros da Isaf receberam fogo de artilharia pesada de um posto de controle militar fronteiriço, próximo do distrito de Tanai”, que fica na Província de Khost, no Afeganistão.

(…) Em comunicado, o Exército do Paquistão apresentou uma versão diferente. Informou que os helicópteros cruzaram a fronteira do Afeganistão e entraram na área Said Gai, em território paquistanês, localizada na região do Waziristão do Norte (…)

Leia a matéria completaExército paquistanês ataca helicópteros da Otan, Folha Online

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Com o Paquistão e OTAN se entendendo bem desse jeito, quem ganha são Talibã e Al-Qaeda…

Isso que dá romper o Iêmen…

 

Embaixada dos EUA no Iêmen; foto EFE

Embaixada dos EUA no Iêmen; foto EFE

Na Folha:

 

Autoridades do Iêmen prenderam ao menos 25 suspeitos ligados à rede terrorista Al Qaeda –de Osama Bin Laden– relacionados ao atentado ocorrido ontem contra a Embaixada dos Estados Unidos na capital iemenita, Sanaa, informaram fontes do governo. No ataque, dez pessoas morreram.

 

Segundo uma fonte iemenita –que falou em condição de anonimato– citada pela Associated Press, os 25 suspeitos foram presos em várias partes do país nas últimas 24 horas e estavam sendo interrogados por investigadores dos EUA e do Iêmen. (…)

Ao menos um carro-bomba foi utilizado no atentado. Segundo testemunhas, homens armados abriram fogo contra policiais que estavam em frente ao complexo fortificado da embaixada, antes que um terrorista jogasse um carro-bomba contra o edifício, levantando uma bola de fogo. Em seguida, a missão diplomática foi alvo de uma série de explosões e disparos de armas. (…)

O Iêmen tem sofrido neste ano com uma série de ataques da rede terrorista Al Qaeda, incluindo outro à Embaixada dos EUA, um perto da missão italiana e mais alguns contra turistas ocidentais.

O país se juntou à coalizão liderada pelos EUA contra o terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra cidades norte-americanas. O governo iemenita prendeu dezenas de militantes ligados às explosões contra alvos ocidentais, mas o país ainda é visto pelo Ocidente como um refúgio de militantes islâmicos.

Leia a matéria toda: Iêmen prende 25 suspeitos por atentado contra Embaixada dos EUA, Folha Online

Número dois da Al-Qaeda acusa Irã de conluio com Washington (AFP)

Óia só, moçada:

DUBAI (AFP) — O número dois da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, acusou o Irã de colaborar com os Estados Unidos na “ocupação” do Iraque e do Afeganistão, em um vídeo divulgado na noite desta segunda-feira pela rede de televisão Al-Jazeera.

A gravação, de “quase uma hora e meia” segundo a Al-Jazeera, é intitulada “Sete anos de cruzadas” e analisa a situação em diferentes cenários onde atua a rede terrorista sunita.

Ela foi divulgada para marcar o aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O dirigente de Teerã colabora com os americanos na ocupação do Iraque e do Afeganistão“, declara Zawahiri no vídeo, em referência ao guia supremo do Irã xiita, o aiatolá Ali Khamenei.

“Ele reconhece os governos destes dois países, subordinados aos americanos, e promete morte e destruição a qualquer país que se atrever a atingir o solo iraniano”, acrescenta o número dois da Al-Qaeda.

“A verdade acabou se impondo”, diz Zawahiri sobre o que considera um conluio entre religiosos xiitas e americanos.

“Nenhuma ‘fatwa’ (decreto religioso) veio do Irã ou do Iraque para promover a ‘jihad’ (guerra santa) no Iraque ou no Afeganistão”, ao contrário do que acontece quando se trata do Líbano ou da Palestina, denuncia.

“A jihad é lícita no Líbano e na Palestina e ilícita no Iraque e no Afeganistão?”, ironiza o número dois da Al-Qaeda na gravação divulgada pela Al-Jazeera.

Original: Número dois da Al-Qaeda acusa Irã de conluio com Washington, AFP

AFP: Suíça se diz pronta a dialogar com Bin Laden (!)

GENEBRA (AFP) — A ministra suíça das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, quebrou um tabu nesta segunda-feira ao se tornar a primeira chefe da diplomacia de um país democrático disposta a dialogar diretamente com Osama bin Laden.

Micheline Calmy-Rey

Bin Laden e Calmy-Rey

“A rejeição ao diálogo é sempre estéril”, sentenciou Calmy-Rey durante a reunião anual dos embaixadores da Suíça em Berna.

Na opinião da chanceler, a diplomacia suíça tem que “combater a rejeição sistemática do diálogo”. inclusive com as pessoas “não freqüentáveis” como o líder da rede terrorista Al-Qaeda.

Ao contrário de outros países, a Suíça não mantém uma lista de organizações terroristas. Na Suíça, pertencer a um movimento considerado como tal, inclusive pela ONU, não é crime. A lei suíça pune apenas as atividades criminosas cometidas pelos membros destas organizações.

“É claro que movimentos como o Hezbollah, o Hamas, as Farc, os separatistas tâmeis da LTTE ou os rebeldes ugandeses da LRA recorrem a métodos terroristas que reprovamos. No entanto, todos eles são atores políticos importantes, imprescindíveis na busca da resolução de um conflito”, argumentou a chanceler.

“Alguns ficam indignados com essa posição que consideram leniente com o terrorismo. Porém, não nos deixemos enganar: o diálogo não leva necessariamente a aceitar o inaceitável, entender não significa desculpar nem aprovar”, insistiu.

A ministra se disse consciente de que sua inusitada posição pode suscitar muitas críticas no âmbito internacional.

As autoridades colombianas denunciaram diversas vezes os suíços por terem dado asilo a comandantes da guerrilha das Farc, e questionaram recentemente o papel do mediador suíço no caso dos reféns.

O mediador, Jean-Pierre Gontard, é suspeito pela justiça colombiana de ter entregue 500.000 dólares à guerrilha em troca da libertação de dois funcionários da companhia farmacêutica suíça Novartis em 2001. Gontard e as autoridades suíças desmentiram categoricamente a existência de tal pagamento.

A diplomacia suíça também foi duramente criticada pelos Estados Unidos, por Israel, e até pela chanceler alemã, Angela Merkel, por suas relações com o Irã, acusado de financiar o terrorismo e de querer desenvolver a arma nuclear.

Calmy-Rey viajou a Teerã em março passado, suscitando uma salva de críticas da comunidade internacional. Além de supervisionar a assinatura de um contrato entre empresas suíças e iranianas prevendo o fornecimento de 5,5 bilhões de metros cúbicos de gás por ano a partir de 2011, a ministra posou, de véu, para fotos ao lado do presidente iraniano, o ultraconservador Mahmud Ahmadinejad, debaixo de um retrato gigantesco do aiatolá Khomeiny.

Ex-deputado americano acusado de financiar terrorismo

Notícia velha: o ex-deputado Mark Siljander (Partido Republicano – Michigan), que serviu na Câmara de 1981 a 1987, foi acusado em janeiro de 2008 de financiar um terrorista. Siljander teria patrocinado uma organização de caridade que deu dinheiro a Gulbuddin Hekmatyar, cidadão afegão aliado do Talibã e da Al Qaeda e procurado pelos Estados Unidos.

Fonte: Former lawmaker charged in terrorism case, CNN

Notícia nova: foi estabelecida a data do começo do julgamento: 2 de novembro de 2009.

Siljander was indicated in January on charges of money laundering, conspiracy and obstruction of justice. The government alleges the agency used stolen money to pay Siljander for lobbying efforts and that Siljander lied to federal investigators.

Prosecutors say the organization aided a terrorist with ties to al-Qaeda and the Taliban.

Siljander has pleaded not guilty. His lawyer has said Siljander “vehemently denies” the charges.

Fonte: Former Southwest Michigan Congressman Mark Siljander to stand trial in 2009, Kalamazoo Gazette

Governo do Iraque combate milícias sunitas apoiadas pelos EUA

Leia a matéria completa no New York Times:

BAGHDAD: The Shiite-dominated government in Iraq is driving out many leaders of Sunni citizen patrols, the groups of former insurgents who joined the U.S. payroll and have been a major pillar in the decline in violence around the country.

In restive Diyala Province, U.S. and Iraqi military officials say there were orders to arrest hundreds of members of what is known as the Awakening movement as part of large security operations by the Iraqi military. At least five senior members have been arrested there in recent weeks, leaders of the groups say.

Membro de milicia sunita; foto NYT

Membro de milícia sunita; foto NYT

West of Baghdad, former insurgent leaders contend that the Iraqi military is going after 650 Awakening members, many of whom have fled the once-violent area they had kept safe. While the crackdown appears to be focused on a relatively small number of leaders whom the Iraqi government considers the most dangerous, there are influential voices to dismantle the U.S.-backed movement entirely.

“The state cannot accept the Awakening,” said Jalaladeen Sagheer, a leading Shiite member of Parliament. “Their days are numbered.”

The government’s rising hostility toward the Awakening councils amounts to a bet that its military, feeling increasingly strong, can provide security in former guerrilla strongholds without the support of these former Sunni fighters who once waged devastating attacks on U.S. and Iraqi targets. It also is occurring as Awakening members are eager to translate their influence and organization on the ground into political power.

But it is causing a rift with the U.S. military, which contends any significant diminution of the Awakening could result in renewed violence, jeopardizing the substantial security gains in the past year. U.S. commanders say that the practice, however unconventional, of paying the guerrillas has saved the lives of hundreds of U.S. soldiers.

(…) Many Sunni insurgents had previously been allied with Al Qaeda in Mesopotamia and other extremist groups.

(…)

U.S. and Iraqi negotiators have just completed a draft security agreement that next year, Iraqi officials say, would substantially pull U.S. forces back from cities and towns to be replaced by Iraqi security forces.

(…) The government, which is dominated by Shiites, who also make up the majority group in the country, has never been pleased with the continuing U.S. plan to finance and organize Sunni insurgents into militia guards, charging that they will stop fighting only as long as it serves their interests.

(…)

The U.S. military focused its operations on Sunni insurgent groups, cooperating meantime with the Shiite-led government. The bodies of dozens of Sunnis surfaced on streets every morning, the victims of Shiite death squads. And many Sunnis themselves grew disgusted with the large number of civilian casualties in near-daily suicide bombings.

The U.S. military began paying many members of the Awakening movement as the program expanded, even including Shiite members who make up about one fifth of the program. Now all are paid roughly $300 a month by the United States to guard checkpoints and buildings and – for those who used to be insurgents – to no longer blow up American convoys and shoot American troops (…)

Conselho de Segurança condena ataque terrorista na Argélia

1) Os fatos:

ARGEL (AFP) — A Argélia vem enfrentando há uma semana vários ataques sangrentos, com emboscadas e atentados suicidas, que deixaram mais de 70 mortos e várias dezenas de feridos no leste do país.

Na quarta-feira pela manhã, dois carros-bombas explodiram no centro de Buira, a 120 km a sudeste de Argel, deixando 11 mortos e 31 feridos, segundo um balanço da rádio argelina.

O primeiro carro atingiu um ônibus estacionado perto de um hotel e o segundo foi lançado contra a sede da zona militar desta cidade, que faz parte do “quadrilátero da morte” formado por Argel, Buira, Tizi Ouzou e Bumerdes, na região de Cabília.

Esta região montanhosa de floresta é o reduto de vários “emires” (chefes islâmicos), entre eles Abdelmalek Drukdel, conhecido como Abu Mussaab Abdeluadud, “chefe” da Al-Qaeda no Magreb islãmico (AQMI), braço da rede de Osama bin Laden, que reivindica os atentados suicidas cometidos desde 2007 na Argélia.

Este duplo atentado não foi assumido por nenhum grupo, e a rádio local não disse que foi um ataque suicida.

Um dia antes, um atentado suicida deixou 43 mortos e 45 feridos em frente à academia de polícia de Issers, a 60 km de Argel, segundo um balanço oficial. Este atentado foi o mais mortífero na Argélia desde 11 de dezembro de 2007, quando dois edifícios públicos, entre os quais a sede do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD), situados em bairros com segurança, foram alvos de dois ataques suicidas que deixaram 41 mortos e dezenas de feridos.

No domingo, grupos armados islâmicos armaram uma emboscada contra um comboio das forças de ordem de Skikda, a 350 km a leste de Argel, na qual oito policiais, três militares e um civil foi morto e 10 membros das forças de ordem ficaram feridos, segundo a imprensa.

As forças de ordem mataram quatro islamitas numa operação após esta emboscada, informaram os jornais. (Leia a notícia completa, da AFP)

2) A condenação do Conselho de Segurança, emitida terça-feira 19 (documento S/PRST/2008/31). Foi emitida no mesmo dia em que houve longa discussão sobre Geórgia, sem resolução.

3) Reação internacional: EUA condenam ataque na Argélia e reiteram apoio na luta contra terrorismo, G1.