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Relação com América Latina é prioridade para Rússia, diz Putin (Estadão)

No Estadão:

MOSCOU – O primeiro-ministro russo Vladimir Putin declarou nesta quinta-feira, 25, que as relações de seu país com a America Latina serão a maior prioridade de Moscou. Ele também disse ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está em visita a Rússia, que está disposto a compartilhar com Caracas o uso pacífico de energia nuclear.

“Estamos todos prontos para considerar a possibilidade de operar na esfera da energia atômica pacífica”, declarou Putin durante o encontro com Chávez na residência do premiê em Novo-Ogariovo, nos arredores de Moscou, informaram as agências russas. 

 

AP

Chávez e Putin em Moscou. Foto: AP

(…) A Venezuela já comprou caças de combate, tanques e rifles da Rússia. O país também quer adquirir sistemas de defesa aérea, outros modelos de tanques e mais equipamento de combate, informou o jornalKommersant.

 Em uma segunda manobra militar, navios de guerra da Rússia dirigem-se ao Caribe para se juntarem em exercícios militares com a Venezuela. Moscou deixou claro que os recentes exercícios são uma resposta aos EUA, que no mês passado enviaram navios de guerra à Geórgia com ajuda humanitária, o que foi altamente criticado pelo Kremlin. (…)

Leia a matéria completa: Relação com América Latina é prioridade para Rússia, diz Putin (Estadão)

***

Moçada, se a América Latina virou prioridade da Rússia, vocês acham que isso é bom ou ruim para nós, brasileiros?

2. Entenderam o lance da Geórgia? Já que os EUA mandaram navios de ajuda humanitária pra Geórgia, então nós, latino-americanos, agora temos que aturar a presença de navios russos AQUI!

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Coréia do Norte reabre usina nuclear (ai ai…)

Do site da VEJA:

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou nesta quarta-feira que a Coréia do Norte retirou os lacres que vedavam as operações da usina de Yongbyon. Dessa forma, no prazo de uma semana, a planta poderá receber material nuclear para processamento do urânio para produzir plutônio – matéria-prima para a fabricação de bombas atômicas.

Kim Jong Il, no filme Team America (2004)

Kim Jong Il, no filme Team America (2004)

Além disso, os líderes norte-coreano (sic) indicaram aos inspetores da AIEA que eles não terão mais acesso a Yongbyon. Um acordo anterior previa que o reator totalmente desativado.

O anúncio foi feito por Olli Heinonen, funcionário da AIEA, diante de representantes de 35 países-membros do Conselho de Governadores do organismo internacional. Apesar das medidas, os inspetores da AIEA permanecerão no país asiático, já que as restrições impostas pelo regime comunista norte-coreano se limitam à usina de reprocessamento em Yongbyon.

A Coréia do Norte tinha abandonado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em janeiro de 2003, após expulsar os últimos dois inspetores da AIEA que supervisionavam suas instalações atômicas. Em seguida, o governo de Pyongyang impulsionou seu programa nuclear militar, que chegou a seu ponto crítico em 2006, quando realizou uma detonação nuclear subterrânea.

Mas dentro das negociações de seis lados, com Estados Unidos, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão, o regime comunista concordou em desmantelar seu programa nuclear em troca de garantias políticas e ajuda econômica.

Com a recusa de Washington de retirar a Coréia do Norte de sua lista de países que apóiam o terrorismo, Pyongyang anunciou recentemente sua decisão de relançar seu programa nuclear.

Vocês não lembram, moçada, mas eu sim: quando a Coréia do Norte detonou sua bomba, foi no dia da eleição do sul-coreano Ban-ki Moon para SG da ONU. Agora, eles abrem os lacres durante a semana dos discursos de abertura da Assembléia Geral…

Uma de terrorismo mais quatro bacanas

Uma notícia de terrorismo:

Arming the Taleban, BCC

Como o Tailbã obtém hoje armas do Irã e através do Paquistão e da Rússia. Fundamental para delegados do Afeganistão e de países que têm tropas lá.

Quatro notícias úteis, interessantes, ou bacanas:

Hackers invadem e-mail de Sarah Palin, BBC

Rice critica Rússia, BBC

Quarta Frota indica que EUA tá atrás do petróleo, diz Lula, Reuters

Saiba os principais pontos em discussão na Bolívia, Folha de São Paulo

Géorgia rompe com Rússia; quatro navios da OTAN no Mar Negro

Duas do Estadão:

Geórgia rompe relações diplomáticas com a Rússia

TBILISI – A Geórgia anunciou nesta sexta-feira, 29, a ruptura das relações diplomáticas com a Rússia por conta do conflito armado e do reconhecimento por Moscou da independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul, segundo afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Geórgia, Grigol Vashadze.

O diplomata georgiano Nato Chikovani afirmou que o rompimento foi provocado também pela persistente presença militar russa no território da Geórgia, e que Tbilisi retirará no sábado todos os funcionários da embaixada do país em Moscou. Apesar de a Rússia ter retirado a maior parte de seus soldados da Geórgia, as forças russas mantiveram algumas posições consideradas estratégicas em solo georgiano, enfurecendo o governo georgiano.

A Geórgia já havia anunciado anteriormente que iria reduzir o número de funcionários na Embaixada de Moscou e que seu embaixador, que foi retirado da Rússia no mês passado, não iria retornar ao posto. Moscou disse que a decisão da Geórgia “não vai ajudar as relações bilaterais” entre as duas nações. “O possível rompimento de relações diplomáticas com a Geórgia não é uma decisão de Moscou, e Tbilisi terá de arcar com toda a responsabilidade”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior russo, Andrei Nesterenko, segundo a agência de notícias oficial Tass.

A agência de notícias russa Interfax divulgou a informação de que Moscou deverá assinar na próxima semana um acordo para estabelecer bases militares na Ossétia do Sul (…)

Otan nega incremento de frota no Mar Negro

BRUXELAS – A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rejeitou hoje as críticas feitas pela Rússia ao envio de navios de guerra ao Mar Negro e assegurou que as quatro embarcações que ali estão participam de uma manobra militar de rotina longe da costa da Geórgia. “Não está havendo incremento da frota naval da Otan no Mar Negro”, assegurou Carmen Romero, porta-voz da aliança atlântica.

“A Otan está conduzindo uma manobra militar de rotina, planejada com antecedência, limitada ao oeste do Mar Negro. A manobra não tem relação com a crise na Geórgia”, prosseguiu. Três fragatas – da Alemanha, da Espanha e da Polônia – entraram no Mar Negro no último dia 21. Esta semana, um navio de guerra dos Estados Unidos chegou à região.

(…) A Rússia ligou a visita à entrega de ajuda humanitária à Geórgia por outros dois navios militares dos EUA e acusou a Otan de promover um incremento de forças navais em violação a acordos internacionais vigentes. (…)

F**eu – Rússia reconhece separatistas

Vocês vão me desculpar o uso da expressão. Mas lendo a notícia, falei na hora: “ih, f**eu”.

Russia recognises Georgian rebels (BBC)

President Dmitry Medvedev has declared that Russia formally recognises  the independence of the breakaway Georgian regions of South Ossetia and Abkhazia.

The move follows a vote in both houses of parliament on Monday, which called on Moscow to recognise the regions.

Mr Medvedev defied a specific plea from US President George W Bush not to go ahead with the move.

Russia and Georgia fought a brief war this month over the provinces, which already had de facto independence.

Analysts say the move is likely to further escalate tensions between Russia and the West.

Rift with Nato

“I have signed decrees on the recognition by the Russian Federation of the independence of South Ossetia and the independence of Abkhazia,” Mr Medvedev said in the announcement.

(…)

Although most of Russia’s forces pulled out of the rest of Georgia last Friday, it is maintaining a presence both within the two rebel regions and in buffer zones imposed round their boundaries.

Some Russian troops also continue to operate near the Black Sea port of Poti, south of Abkhazia, where Russia says it will carry out regular inspections of cargo.

The US said on Tuesday that its warships would deliver aid to Georgia’s port of Poti, which is under Russian control. The move could mean US and Russian forces coming face-to-face.

In the two breakaway regions, Moscow’s move was warmly welcomed. Residents in Abkhazia took to the streets to celebrate the news, firing into the air, Reuters reports.

A ignorada no pedido do Bush é verdade. Ontem mesmo, Bush presses Russia not to recognize Georgia regions (Washington Post).

Duas notícias sobre EUA, Rússia e seus parlamentos

Da Reuters:

EUA deveriam adiar voto sobre pacto nuclear, diz Rússia

MOSCOU (Reuters) – O governo dos EUA deveria adiar a votação sobre um histórico pacto nuclear russo-americano a fim de não ser feito refém do atual embate em torno da Geórgia, disse à Reuters uma autoridade do setor nuclear da Rússia.

O pacto entre as maiores potências nucleares do mundo visa abrir o crescente mercado nuclear dos EUA e as gigantescas reservas de urânio da Rússia a empresas dos dois países, cancelando as restrições adotadas na época da Guerra Fria.

O documento foi assinado em maio, mas precisa da ratificação do Congresso norte-americano. Uma autoridade russa disse à Reuters que seria melhor para o acordo adiar a votação até o próximo ano a fim de evitar a rejeição do pacto.

“É uma vergonha o fato de o governo dos EUA não ter conseguido fazer o Congresso aprovar esse documento naquela época”, afirmou a autoridade, sob a condição de não ter sua identidade revelada.

“Caso se levem em conta os acontecimentos recentes, é improvável que o Congresso o aprove. Então, a fim de evitar que seja bloqueado, seria adequado retirá-lo da pauta e permitir que o documento seja analisado pelo novo governo”.

“A questão do uso pacífico da energia nuclear não deveria depender da situação política atual”, disse.

(…)

Caso seja ratificado pelo Congresso, o pacto deve abrir as portas para acordos com potencial de movimentar bilhões de dólares.

As relações entre os governos russo e norte-americano pioraram devido à intervenção militar da Rússia na Geórgia.

Os EUA exigiram que os russos retirem imediatamente todas as suas forças do território georgiano. A Rússia, por sua vez, reclamou que o governo norte-americano ignorou a agressão efetuada pela Geórgia.

(…)

(Reportagem de Guy Faulconbridge)

Com agência Reuters:

Moscou ensaia reconhecer 2 separatistas

Parlamentares russos pediram ao Kremlin nesta segunda-feira que reconheça as duas regiões rebeldes da Geórgia — medida que, se confirmada, provavelmente piorará as relações com o Ocidente, já abaladas pela intervenção russa no país vizinho.

A câmara alta do Parlamento, ou Conselho Federal, aprovou por 130 votos a zero uma resolução não-obrigatória que pede ao presidente Dmitry Medvedev que reconheça as regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul como independentes.

Conselho Federal (Senado) russo

Conselho Federal ("Senado") russo

(…)

“Hoje, está claro que, depois da agressão da Geórgia contra a Ossétia do Sul, as relações da Geórgia com a Ossétia do Sul e com a Abkházia não podem voltar ao antigo estado”, disse o líder do Conselho Federal, Sergei Mironov, durante o debate.

(…)

Reunião – As resoluções podem ajudar Medvedev a endurecer sua posição nas negociações com o Ocidente sobre o status das forças russas na Geórgia. A França, que detém a Presidência rotativa da União Européia, tenta mediar uma solução.

O governo francês pediu uma reunião de líderes do bloco no dia 1º de setembro, a fim de discutir a crise e rever as relações do bloco com a Rússia. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, mediou um cessar-fogo para terminar o conflito que matou centenas.

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que as relações com a Rússia serão prejudicadas caso Moscou não retire suas tropas totalmente da Geórgia. (…)

Angela Merkel, PM da Alemanha

Angela Merkel, PM da Alemanha

Bom guia para a crise na Geórgia

Da BBC e do Globo: Entenda a crise na Ossétia do Sul. Reproduzo abaixo:

Combates na região separatista da Ossétia do Sul, na Geórgia, causaram morte e destruição.

Forças georgianas, russas e da própria Ossétia do Sul estiveram envolvidas. Ocorreram ainda choques na Abecásia, e ataques russos em outras partes da Geórgia.

As administrações separatistas da Ossétia do Sul e da Abecásia tentam obter a independência formal da Geórgia desde meados da década de 90.

As tensões em ambas as regiões começaram a se intensificar depois que Mikhail Saakashvili foi eleito presidente da Geórgia em 2004, com uma promessa de reunificar o país.

Até este mês, os conflitos eram apenas latentes, apesar de choques ocasionais.

O que provocou a crise vigente?

Uma série de choques entre forças da Geórgia e da Ossétia do Sul nas últimas semanas levou a Geórgia a realizar um ataque por terra e ar à Ossétia do Sul no dia 7 de agosto.

As forças georgianas controlaram a capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, durante parte do dia seguinte.

A Rússia, por sua vez, enviou milhares de soldados para a Ossétia do Sul, e realizou bombardeios na província e em alvos em outras partes da Geórgia.

Há relatos de crimes de guerra de ambos os lados, que não tiveram verificação independente.

As forças russas entraram na Ossétia do Sul antes ou depois do ataque georgiano?

A seqüência de eventos não está clara. A Geórgia diz que começou seu ataque depois de saber que um grande comboio de tanques russos estava passando pelo túnel Roki, da Ossétia do Norte para a do Sul.

Já a Rússia diz que agiu para defender os cidadãos russos na Ossétia do Sul e seus próprios soldados de paz estacionados na região separatista.

Como o conflito se desenvolveu?

Forças russas ocuparam partes da Geórgia em volta da Ossétia do Sul, inclusive Gori, uma cidade estratégica na principal estrada que liga o leste e o oeste da Geórgia.

Os soldados russos também se deslocaram de bases na Abecásia para partes no oeste da Geórgia, e a frota russa enfrentou a marinha georgiana.

Forças da Abecásia recapturaram o desfiladeiro de Kodori – uma região da Abcásia tomada pelas tropas georgianas em 2006.

Quem são os mortos e os feridos?

Muitos civis tiveram que abandonar suas casas na Ossétia do Sul. Vários deles cruzaram a fronteira e foram para a república russa da Ossétia do Norte.

Moradores de vilarejos georgianos na Ossétia do Sul e da cidade de Gori também fugiram dos combates.

Há notícia de que boa parte da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, está em ruínas.

Por que a Rússia está envolvida no caso?

Mais da metade dos 70 mil cidadãos da Ossétia do Sul teria aceitado uma oferta de cidadania russa feita por Moscou. A Rússia diz que suas ações tiveram o objetivo de proteger estes cidadãos.

A Rússia também tem soldados de paz estacionados na Ossétia do Sul. Alguns deles foram mortos no ataque georgiano no dia 7 de agosto.

Até recentemente, a Rússia disse que respeitaria a integridade territorial da Geórgia e tinha a intenção apenas de cuidar dos cidadãos russos. Mas depois do ataque georgiano, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que agora é pouco provável que a Ossétia do Sul reintegre o resto da Geórgia.

A Geórgia tem ligações com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)?

O presidente Saakashvili fez da integração à Otan um de seus principais objetivos – e a Otan concordou em abril de 2008 que a Geórgia se tornará um membro da aliança de defesa ocidental no futuro, mas não fixou uma data.

O país tem laços estreitos com os Estados Unidos, e inclusive enviou soldados para a coalizão liderada pelos americanos no Iraque.

Os Estados Unidos ajudaram a treinar e armar militares da Geórgia. O país ajudou ainda tropas georgianas a voltarem do Iraque depois da incursão russa na Ossétia do Sul.

Qual é o status da Ossétia do Sul?

A Ossétia do Sul vem gerenciando seus próprios assuntos desde os combates pela sua independência da Geórgia em 1991 e 1992, ocorridos após a desintegração da União Soviética.

A Ossétia do Sul declarou sua independência, embora ela não tenha sido reconhecida por nenhum país.

A Abecásia está na mesma situação.

Qual é a origem do desejo da Ossétia por independência?

O povo da Ossétia é de um grupo étinico (sic) originário das planícies da Rússia, ao sul do rio Don. No século 13, eles foram empurrados para o sul pelas invasões dos mongóis, ocupando as montanhas do Cáucaso e se estabelecendo na fronteira com a Geórgia.

O povo da Ossétia do Sul deseja se unir a seus semelhantes étnicos na Ossétia do Norte, que é uma república autônomia (sic) dentro da Federação Russa.

A comunidade de origem étnica georgiana é uma minoria na Ossétia do Sul, representando menos de um terço da população.

Mas a Geórgia rejeita até o nome da Ossétia do Sul, preferindo chamar a região por seu antigo nome, Samachablo, ou referir-se a ela como Tskhinvali, sua principal cidade.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil.